Em defesa do Observatório da Violência Contra a Mulher

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A votação para a derrubada do veto do governador de Santa Catarina à criação do Observatório da Violência Contra a Mulher, que ocorreria hoje, foi cancelada por falta de quórum. Mesmo com a presença do movimento das mulheres, dos trabalhadores em educação e dos petroleiros, a maioria dos deputados não compareceu à sessão. Há mais de um mês, a derrubada do veto está para ser votada no legislativo estadual. Deverá voltar à pauta na sessão de amanhã.

Mulheres dos conselhos municipal, estadual e nacional dos Direitos das Mulheres, assim como a coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher, Célia Fernandes, empossada recentemente, estiveram presentes na casa legislativa para sensibilizar os deputados sobre a importância do observatório. Entre elas, as representantes da rede feminista, Sheila Sabag conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e Vera Lúcia Fermiano, da Casa da Mulher Catarina.

A deputada Ana Paula Lima explicou que muitos deputados já se posicionaram favoráveis à derrubada do veto. “A luta aqui é grandiosa, constante e difícil”, afirmou a legisladora referindo-se à baixa participação das mulheres no legislativo catarinense, que conta com apenas três deputadas, representando 7,5% do total.

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Segundo a legisladora, a justificativa do governador Raimundo Colombo para o veto é que o projeto é inconstitucional e geraria despesas para o estado. O que, segundo Ana Paula, não tem fundamento, pois o observatório ficaria sob responsabilidade da Coordenadoria Estadual da Mulher. “Através do observatório nós vamos obter com mais clareza as informações sobre a violência. O judiciário também sente isso. Às vezes a imprensa não divulga a importância desse trabalho. É necessário que nós conjuntamente façamos a divulgação e mobilização”, afirmou.

Rosemeri Luz, moradora de São José, mãe de uma vítima de violência também participou da mobilização. Ela lembrou do assassinato da filha, Quênia Rosa Santos, pelo próprio companheiro aos 24 anos. “Não devemos esperar que a violência aconteça na nossa família para ir à luta. Fui vítima, mas eu já estava nessa luta há muito tempo. Quando a minha filha morreu, eu não tive alternativa: lutei ainda mais. Hoje o assassino está preso, condenado, mas minha luta vai continuar”, revelou. 

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